Ao chegar a maternidade por volta das 7 da manhã, encontrei Joana (gravida do seu segundo filho) acompanhada do seu esposo, Joaquim, ambos com 21 anos. Ela já em trabalho de parto desde a noite anterior, mas uma menina muito tranquila, que nem das contrações reclamava, ele muito companheiro e preocupado com o bem estar da sua companheira e do seu filho (sim, era um menino) permaneceu ao lado de sua esposa durante todo trabalho de parto. Ela me relatou que seu primeiro parto foi muito tranquilo, pois já foi logo parindo assim que sentiu as dores.
Mas, esse foi diferente, e como já dizia minha vó (as mulheres hoje confirmam): cada parto é diferente do outro, e assim foi!!!
No momento em que comecei a parir com ela (foi um parto para mim também, parecia que eu sentia tudo, não no sentido físico, mas no sentido emocional), tínhamos 3cm de dilatação, fizemos bastante exercícios na tentativa de aumentarmos essa dilatação, e massagens para alívio das dores. Ela sempre muito colaborativa, acreditando, seguindo e confiando em mim!
No segundo toque ela havia aumentado para 5cm e passou para os 7cm rapidamente, evoluindo, obviamente, para contrações mais intensas e intervalos diminuídos entre elas após a administração de ocitocina! Daí em diante foi um trabalho de concentração no ritmo das respirações, força e relaxamento nas horas certas. A maioria das mulheres acham que não vão conseguir, algumas pensam em desistir, mas estamos aqui para isso, pra fazermos elas encontrarem suas forças ocultas... e em menos de meia hora seu filhotinho chegou!! E nasceu às 15:32 mais uma esperança e concretização de humanização, com 3kg e 800g, 51cm, choro forte, indo logo para o colo da mamãe, mostrando que:
SIM, É POSSÍVEL parir com pressão alta
SIM, É POSSÍVEL que todos os cuidados neonatais sejam feitos no colo da mãe;SIM, É POSSÍVEL uma mãe obesa ter parto natural e SEM EPISIOTOMIA.
Não muito distante daquela sala de parto, tive mais comprovações do quanto meus estudos e convicções estão corretas: uma mulher cega, com válvula cerebral ( o que a impediria de fazer força), mecônio positivo (o bebê fez cocô dentro do útero), circular de cordão, e um lindo parto natural, derrubando mais uma vez as desculpinhas dos obstetras açougueiros !!!
Lembrando mais uma vez que circular de cordão NÃO é indicação de cesárea!!
E assim fui embora radiante, feliz, sorridente e tendo, mais uma vez, a certeza que estou no caminho certo!!
**Os nomes citados são fictícios para preservar a identidade das pessoas.
Qualquer dúvida entrem em contato:
lulybs@hotmail.com
(71)9400-3521
Luciana Barbosa
Doula
Pós-graduanda em Enfermagem Obstétrica e Neonatal
Parabéns Lú com certeza é emocionante uma experiência inesquecível.
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